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Matrizes 3

Mudança de Bases

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Matrizes Similares

Duas matrizes \(A\) e \(B\) são definidas como Matrizes Similares se existe algum \(X\) que satisfaça a equação:

\[ B = X^{-1}AX \]

Porém esse vídeo propõe uma noção intuitiva do que seria essa classificação:

Matrizes Similares representam a mesma Transformação Linear só que em Bases diferentes, onde X é só uma forma de traduzir entre as Bases diferentes.

Por exemplo, essa intuição torna o seguinte resultado mais intuitivo:

\[ B^k = X^{-1}A^kX \]

Autovalores e Autovetores

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Matrizes Similares

Como matrizes Similares podem ser vistas como as mesmas Transformações Lineares em Bases diferentes, então achamos mais uma propriedade importante:

Matrizes Similares possuem os mesmos Autovalores (e Autovetores).

Cuidado

Os Autovetores de A e B estão no mesmo ponto do Espaço Ambiente, mas são representados de forma diferente. Por exemplo:

Sendo \(B=X^{-1}AX\) e \(\mathbf{v}\) como Autovetor de A, então o Autovetor correspondente de B é \(X^{-1}\mathbf{v}\)

Diagonalização

No vídeo a Diagonalização foi apresentado como Eigenbasis, porém é o mesmo resultado:

Achar uma matriz Diagonal B que é Similar a A, onde os valores da diagonal de B são os Autovalores.

Decomposição Espectral

Um resultado direto da Diagonalização é uma forma de decompor uma matriz A.

Supondo que A tem a quantidade necessária de Autovetores, então a Diagonalização será:

\[D = XAX^{-1}\]

se quisermos isolar A

\[ X^{-1}(D)X = X^{-1}(XAX^{-1})X \]
\[ X^{-1}DX = (X^{-1}X)A(X^{-1}X) \]
\[ X^{-1}DX = A \]

O vídeo a seguir mostra a visualização dessa decomposição:

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Casos especiais

Geralmente usamos a seguinte equação para acharmos os autovalores:

\[det(A - \lambda I) = 0\]

Ao expandirmos a equação precisaremos achar as raízes de um polinômio de grau n (onde n é quantidade de linhas ou colunas) e teremos no máximo n autovalores.

Note que algumas matrizes quadradas já têm determinante igual a 0 sem precisarmos subtrair algo, ou seja, o autovalor é igual a 0 e os autovetores associados são os vetores do Espaço Nulo, pois são os vetores que continuam na mesma direção após a multiplicação pela escalar 0.

Exemplo

O vetor nulo é perpendicular e paralelo a todos os vetores.

Ao associarmos um autovalor diferente de 0 a um a autovetor \(\mathbf{v}\), estamos na verdade associando a uma reta de vetores colineares a \(\mathbf{v}\), pois após uma Transformação Linear todos esses vetores irão continuar alinhados.

Exemplo

Os autovetores associados a autovalores diferentes de 0 estão no Espaço Coluna, pois uma operação por escalar mantém o vetor no mesmo Espaço Vetorial.

Além de que, não necessariamente estamos associando a uma única reta, olhe o caso da matriz identidade: temos um único autovalor (que é 1) porém temos infinitas retas de autovetores.

Também existem autovalores complexos, exemplo:

\[A = \begin{pmatrix} 3 & 9\\ -4 & -3 \end{pmatrix}\]
\[det(A - \lambda I) = 0\]
\[(3 - \lambda) (-3 - \lambda) - (-4 \cdot 9) = 0\]
\[\lambda^2 + 27 = 0\]
\[\lambda_{1,2} = \pm 3 \sqrt{3} i; \]

Macete 2x2

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