Vetores
Dica
Todos os conceitos dessa página são essenciais para o prosseguimento da matéria, então tome algum tempo para digerir todas as informações e reassista os vídeos após um tempo.
Uma forma de criar mais intuição para esse novos objetos matemáticos é olhar suas propriedades geométricas.
Intenção do OpenICEX
O trabalho principal do OpenICEX não é a criação de conteúdo.
Para muitos temas já existem conteúdos de ótima qualidade que pessoas com mais capacidade e recurso fizeram, tentar refazer isso seria um desperdício e provavelmente terminaríamos com um material de menor qualidade.
O trabalho principal do OpenICEX é:
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Achar os conteúdos de qualidade, se não acharmos criamos
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Organizar e conectar os conteúdos de forma que faça sentido em um curso introdutório de graduação
Então, caso não avisado previamente, assumimos que o link para o conteúdo externo tenha sido visto.
Operações básicas com vetores
Dimensão de um vetor
O vetor \(\mathbf{v}\) possui dimensão 3, então ele será representado geometricamente em um espaço 3D, por convenção usamos os eixos que já estamos acostumados:
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eixo x: valor 3
-
eixo y: valor 2
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eixo z: valor 4
Outro termo usado para a dimensão de um vetor é o número de componentes.
Norma de um vetor
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Vetor como seta: a Norma é o comprimento dessa seta
-
Vetor como ponto: a Norma é a distância do ponto até a origem (0,0)
A notação para a norma é: \(|| \mathbf{v} || = \left|\left| \begin{pmatrix}x_2 \\y_2 \end{pmatrix} \right|\right|\)
A fórmula é derivada da distância entre 2 pontos, onde o ponto A geralmente é a origem (0,0).

Esse padrão segue para mais dimensões.
Exemplo
3 dimensões:
Vetor unitário
Alguns vetores devem conter apenas a informação de direção, para isso uma convenção é usar o vetor com norma 1.
Exemplo
Queremos a colocar apenas a direção do vetor \(\mathbf{v}\) em um novo vetor \(\mathbf{\vec{d}}\)
O processo de tornar um vetor qualquer em um vetor Unitário se chama Normalizar.
Vetores Colineares/Paralelos
Vetores são colineares/paralelos se estão na mesma direção, eles se igualam com alguma modificação na sua norma.
Exemplo
Como \(\mathbf{v} \cdot 3 = \mathbf{u}\), então \(\mathbf{v}\) e \(\mathbf{u}\) são colineares/paralelos.
Subtração de vetores
Uma intuição importante é que a subtração entre 2 vetores com a mesma origem resulta em um vetor que os conecta nesse sentido.

Porém, lembre que esse vetor \(\mathbf{a} - \mathbf{b}\) será fixado na origem da coordenada.
Dica
Por que fixamos os vetores na origem?
Um vetor é igual ao outro se tem a mesma:
- direção
- sentido
- norma
Independente de onde decidirmos colocar esse vetor.
Então, para representar essa equivalência geometricamente, temos que fixar esses vetores em algum ponto. Por simplicidade e convenção, esse ponto é a origem.
Note que essa é a mesma operação de subtrair dois pontos e resultar em um vetor, porém os pontos estão representados como setas nesse caso.
Bases, Espaço Gerado(Span), Combinação Linear, vetores Linearmente (In)Dependentes
Base Canônica
Para um vetor qualquer
Se as Bases não forem informadas, então assumimos a Base Canônica, onde cada eixo recebe um vetor unitário:
Esses vetores do eixo x,y,z também são chamados de \(\mathbf{\hat{i}}, \mathbf{\hat{j}}, \mathbf{\hat{k}}\).
Espaço Ambiente
O Espaço Ambiente é o espaço no qual estamos inseridos, ele é absoluto, nada muda ele.
O Espaço Ambiente de dimensão n contém todos os vetores com dimensão n.
O vetor é uma forma de representar um ponto do Espaço Ambiente, porém podemos ter formas diferentes de representar o mesmo ponto se usarmos Bases diferentes.
Perdemos a intuição geométrica do vetor acima de 3 dimensões, porém se tratarmos os vetores como uma lista ordenada de números para representar as propriedades de um objeto, então é esperado a necessidade de mais do que 3 dimensões.
Um resultado importante é que propriedades que acharmos em 2 ou 3 dimensões tendem a existir em mais dimensões.
Teste de conjunto Linearmente Independente
Como saber se um conjunto de vetores é Linearmente Independente?
Primeiramente, devemos considerar a dimensão dos vetores nesse conjunto, caso a dimensão seja n, então conjuntos com mais de n vetores é Linearmente Dependente, pois pelo menos um vetor já está no Espaço Gerado dos outros.
Caso contrário, devemos achar se existe um vetor que é a Combinação Linear dos outros. Uma forma de fazer isso é achar mais que uma solução para a seguinte equação:
Onde \(\vec{0}\) é o vetor nulo, um vetor só com zeros em todas as dimensões, representa a origem.
Nessa equação sabemos os valores de \(\mathbf{v}, \mathbf{u}, \mathbf{t}\) e queremos achar os valores dos escalares (x,y,z) que zeram a Combinação Linear.
Note que esse sistema sempre tem pelo menos 1 solução: tomar todos os escalares como 0.
Porém só haverá mais soluções se esse conjunto for Linearmente Dependente.
Exemplo
Se \(\mathbf{t}\) for uma Combinação Linear dos outros vetores:
\(\mathbf{t} = 2 \mathbf{v} + 3,5 \mathbf{u}\)
Então
\(2 \mathbf{v} + 3,5 \mathbf{u} - \mathbf{t} = \vec{0}\)
Então, se tivermos um conjunto Linearmente Dependente sempre conseguimos subtrair duas partes iguais (diferentes de 0).
\((2 \mathbf{v} + 3,5 \mathbf{u}) - (\mathbf{t}) = \vec{0}\)
Subespaço Vetorial
Um Espaço Ambiente de 3 dimensões pode ter um conjunto de vetores que gera um ponto, uma linha, um plano e um espaço, todos esses resultados serão Subespaços.
O Espaço Gerado é um Subespaço e todo Subespaço tem um conjunto que o gera.
A ideia principal de um Subespaço é que qualquer Combinação Linear de vetores contidos nesse Subespaço retorne outro vetor que também está contido nesse Subespaço.
Como podemos escolher escalares zeros na Combinação Linear, então o Subespaço sempre passa pela origem.
Exemplo
O Espaço Gerado só resulta em um ponto se o conjunto de vetores tiver apenas o vetor nulo
Base
A palavra Base pode ser usada em 2 contextos:
- É o sistema de coordenadas que usamos (igual a Base Canônica).
- Um conjunto de vetores é uma Base se o conjunto for Linearmente Independente, então poderia ser usado como sistema de coordenadas para algum Subespaço Vetorial.
Exercício
Considere 3 vetores:
Estamos em qual Espaço Ambiente?
Como o vetor tem 3 componentes, então estamos em um Espaço Ambiente 3D.
Qual é a geometria do Espaço Gerado por esse conjunto?
Note que na terceira dimensão só temos o valor 0, não podemos multiplicar 0 por alguma coisa e sair de 0.
Então, o Espaço Gerado perdeu uma dimensão, agora só pode ser um plano ou uma reta.
Como os vetores não são colineares, então não é uma reta.
O Espaço Gerado desse conjunto é um plano.
Este conjunto gerado poderia ser uma Base?
Não, pois o Espaço Ambiente é 3D, porém o Espaço Gerado é 2D
Dica
Para visualizar os vetores use o Geogebra.
Escolha a calculadora 3D.
Criamos o vetor com um comando do tipo "u = (0,3,0)", sempre com letra minúscula.
Podemos visualizar o Espaço Gerado usando o comando "Plane((0,0,0), v, u)", onde temos que definir um ponto e dois vetores contidos no plano.
Em geral, se pensarmos em alguma operação geométrica, comece a digitar o comando e procure nas recomendações.
Notação
Um dos maiores problemas na compreensão dos cálculos em álgebra linear é a inconsistência na notação usada.
Geralmente uma matriz é representada por uma letra maiúscula e um vetor por uma letra minúscula, assim, um sistema linear é representado dessa forma:
Os casos de maior confusão:
-
Um vetor pode ser tratado como uma matriz, então a representação será \(AX=B\)
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Ter uma escalar (um número que não é tratado como um vetor) como incógnita: \(cv + du = b\), note que é difícil saber o que é vetor e o que é escalar.
Durante esse material iremos usar a variável de vetor com negrito:
Caso seja um vetor Unitário usaremos uma notação especial:

